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VERGÔNHA – “Revitalização” da Orla do Rio Guaíba Trecho 1, Porto Alegre RS, “Clonagem de Projeto” Com Obras Fantasiosas/inadequadas, Desnecessárias Para a Utilização Pública, Sem Licitação Pública, Superfaturamento,…Improbidade da Gestão Municipal ?

“JUSTIÇA SOCIAL E QUALIDADE DE VIDA COM REDUÇÃO DAS DESIGUALDADES, SOMENTE É POSSÍVEL COM INVERSÃO DE PRIORIDADES”
(*ORÇAMENTO PARTICIPATIVO: ESSÊNCIAS & PREMISSAS – Inversão de Prioridades, Exercício da Democracia Participativa, Territorialidade, Controle de Receita & Despesas, Gestão Pública, Politicas públicas & suas Temáticas, Reforma Urbana, DIREITOS CONSTITUCIONAIS,…) 

 

Histórico; Plágio Com dano ao Erário  – “um Projeto Clonado” dos Estudos Realizado Pela SPM, Pago com Dinheiro Público, Pois Todo Este trabalho Foi Efetuado Pelo GRUPO DE ESTUDO DA ORLA, des da Época do Programa GUAÍBA VIVE, onde Após este Período Foi Instituído um novo GRUPO DE ESTUDOS PRIORITÁRIOS PARA A ORLA, Coordenado Pelo Arquiteto Marcelo Alet (SPM-POA), onde Este Apontou Durante os Estudos VÁRIOS PONTOS NA ORLA onde Seriam PASSIVEIS DE INTERVENÇÃO E URBANIZAÇÃO, Iniciando Pelo TRECHO 1, (atualmente em obras) Prioridade ? isto não Ficou Definido Durante ás Apresentações Públicas das DIRETRIZES PARA A ORLA,…

-Esta Intervenção no Chamado “Trecho 1” foi Dura-mente Questionado Quando do Anúncio Pelo Prefeito Municipal José Fortunatti, Como Segue (redundâncias) ALTO IMPACTO AMBIENTAL COM DESMATAMENTO DA MATA CILIAR, REMOÇÕES DE TERRA, ATERROS, NÃO RESPEITANDO O NÍVEL DE CHEIAS, (CONAMA resolução Nº 330) A CONSTRUÇÃO DE “DECKs” DENTRO DO LEITO DO RIO, A DESCARATERIZAÇÃO DA PAISAGEM CULTURAL, A AUSÊNCIA DE CONSULTA AO COMITÊ DE GERENCIAMENTO DA BACIA HIDROGRÁFICA, entre outros. AUSÊNCIA/OMISSÃO DE LICITAÇÃO PÚBLICA (o Prefeito Alegou “notório saber” do Contratado ?) VALORES (iniciais) MUITO ALTO  70 MILHÕES, (valor Equiparado a Construção do VIADUTO SÃO JORGE na Av. Bento Gonçalves, III Perimetral, Entregue em 2015.) Entre Outras.

-OBS; quando o Movimento em Defesa da Orla do Rio Guaíba Solicitou uma AUDIÊNCIA PÚBLICA, a PMPA Realizou a Reunião, “UMA AUDIÊNCIA PÚBLICA PARA INGLÊS VER”, Ás Solicitações que os Presentes a Audiência Colocaram Para Agregar ou Subtrair da Proposta de “revitalização da orla” Não Foram Levadas em Conta, Nada foi Colocado,…ETC. (EX; Como Participante, em minha Fala Solicitei ao Projetista Arq. Jaime Lerner & PMPA, A PRESERVAÇÃO DA MATA CILIAR (que é endêmica da região e protege a costa do rio, Abriga a Fauna, Paisagem Cultural,…) e UM ESPAÇO PARA A CONSTRUÇÃO DO MUSEUS DAS ÁGUAS,) isto foi Ignorado Pelos Responsáveis. Tanto o Contratante como o Contratado, Durante as Falas dos presentes na  “AUDIÊNCIA” Ficou Bem Claro que; A PROPOSTA DE URBANIZAÇÃO DA ORLA (nos moldes propostos) FOI REJEITADA PELA MAIORIA !

  • Relembrado; Durante uma Vistoria do Prefeito José Fortunatti ás OBRAS DA ELEVADA São Jorge, em 2014 (Acompanhei a Comitiva (como Conselheiro Regional do CMDUA RGP-07) Então na caminhada Pela Obra Perguntei ao Prefeito, sobre a ACESSIBILIDADE e Argumentei que o Trajeto Para ás Pessoas USUÁRIAS Vir do Plano Terra Até o PLANO SUPERIOR é Muito Elevado, Distante e Cansativo, Perguntei por que NÃO ESTAVA PREVISTO UM ELEVADOR ? …Como ás Pessoas Portadoras de Deficiência Física iriam CHEGAR ATÉ A PARTE SUPERIOR ? o Prefeito foi TAXATIVO, Não vai ter Elevador, É MUITO CARO PARA COLOCAR E MANTER, a Prefeitura Não Tem Recursos Orçamentários,..? !
  • O PACTO FEDERATIVO NACIONAL & O PAPEL DA CÂMARA DE VEREADORES, (legislativo municipal) o Papel dos Vereadores é Legislar Sobre ás LEIs e Fiscalizar sua Aplicação, assim como Fiscalizar a Atuação do PREFEITO MUNICIPAL (Executivo) e sua Gestão Politica & Operacional,…POR QUE A CÂMARA DE VEREADORES NÃO INTERVIU NESTA QUESTÃO DA ORLA DO RIO GUAÍBA ? !
  • INVERSÃO DE PRIORIDADES; existem na cidade várias obras paradas por falta de DINHEIRO, Reassentamento de Famílias oriundas de ÁREAS DE RISCO, Reassentamentos, Regularização Fundiária em Várias Regiões da Cidade, Melhorias Viárias, Creches, Saneamento (esgoto a céu aberto), Saúde,…(OBS; no Final do Mês de Abril 2016, o Vice Prefeito Sebastião Mello Foi Foi Indagado Pela Imprensa (RBS) Sobre a Prefeitura AMPARAR ÁS FAMÍLIAS EM PROCESSO DE DESPEJO, Disse; que Não Poderão Fazer Nada, Pois a Prefeitura Não Possui Recursos, Não Tem Dinheiro Para Tal, e que “Existe Outras prioridades”, Que Existe uma Lista de Espera,…etc ?) 
  • ENTÃO; Colocar 70 milhões do Cofre Público Municipal em uma Obra Fantasiosa, Descaraterizando a paisagem, Supérflua, Não Prioritária da Cidade,…Transparece que o Sr. Prefeito Municipal esta Fazendo UMA GORDA DOAÇÃO A SEU COLEGA DE PARTIDO, é Notório o Interesse, (para a população isto esta bem claro, e Redundante, Pois o Arq. Jaime Lerner é um Membro Influente no PDT, o Mesmo Partido do Prefeito) Fica a Pergunta (de um Munícipe); Esta Situação, Fato, Não Seria o Caso de UMA INVESTIGAÇÃO, UMA CPI ? 

NA “CIDADE DA DEMOCRACIA” É COLOCADO EM PRÁTICA UMA OBRA CERCEANDO A PARTICIPAÇÃO DO “SUJEITO DO PROCESSO”, O POVO. 

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Fotos: Eduíno de Mattos Porto Alegre RS Brasil 06 Maio de 2016.

2016.05.07 - Porto Alegre/RS/Brasil - Movimento Cais Mauá de Todos promove ato Abraçaço ao Cais Mauá. Fotos: Ramiro Furquim/Jornal Já

2016.05.07 – Porto Alegre/RS/Brasil – Foto: Ramiro Furquim/Jornal Já

Porto Alegre - RS Diversas atividades estão programadas em comemoração aos 234 anos da cidade, na 47ª Semana de Porto Alegre. Foto: Cristine Rochol / PMPA Fotos de Divulgação Prefeitura de Porto Alegre Assessoria de Comunicação

Porto Alegre – RS
Foto: Cristine Rochol / PMPA
Orla do Rio Guaíba – Ilustrativa.

 

Eduíno de Mattos

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Porto Alegre RS Brasil – Calamidade Anunciada: Mudanças Climáticas, os Vendavais, Tornados,… & Ausência de Estrutura Urbana Compatível.

OBJETIVOS; “TRANSFERIR” PARA  A MUNICIPALIDADE/POPULAÇÃO UM POUCO DE CONHECIMENTO “PÉ NO CHÃO”,…ESPACIAL, GEOGRÁFICO, TIPOS DE SOLO, VEGETAÇÃO, HISTÓRICOS URBANO E SUAS MODIFICAÇÃO/ADEQUAÇÕES,…Porto Alegre ao Longo dos Anos Causou UM  ALTO GRAU DE ANTROPIZAÇÃO NOS ECO-SISTEMAS, (principalmente na orla do rio, mata ciliares, arroios, encostas, restingas,…) E TAMBÉM QUESTIONAMENTOS, POIS SEREMOS RESPONSÁVEIS CASO ACONTEÇA OUTRAS CALAMIDADES COM AS FUTURAS GERAÇÕES, NOSSOS FILHOS, NETOS,…Como Segue.

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OBS; no dia seguinte a tarde após o temporal que atingiu a cidade de porto alegre iniciei uma VISITA AOS LOCAIS MAIS ATINGIDOS com objetivos de observar o GRAU DOS PROBLEMAS CAUSADOS,…e realizar registros fotográficos dos pontos mais marcantes do acontecido, Parque Marinha do Brasil, Parque Farroupilha, Parque Harmonia, Usina do Gasômetro, Praça Brigadeiro Sampaio, Rua Gonçalo de Carvalho,…Após Visitar e Fotografar Estes Locais (verificando as fotos) veio a tona COMPROVAÇÕES DAQUILO QUE DEBATEMOS E ALERTAMOS O PODER PÚBLICO MUNICIPAL DE PORTO ALEGRE já a Alguns Pares de anos, ARBORIZAÇÃO URBANA, em uma Observação/Avaliação “com olho clinico”,…1º a Grande Maioria das Árvores CAÍRAM, não Foram Quebradas ou Arrancadas pelo Vento, 2º uma Parte das Árvores por Estarem Podres, ôcas,…Galhos Extensos, Sem Manutenção, 3º uma Grande Árvores em  Queda ATINGE UMA GRANDE ÁREA, pela extensão de seus GALHOS, entre outros.

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*OBJETIVANDO; A ARBORIZAÇÃO URBANA EM PRAÇAS PARQUES E JARDINS EM PORTO ALEGRE É INADEQUADA, Considerando que a Cidade Não foi Projetada, Expandiu-se de Acordo com ás Necessidades & Objetivos SEM UM PROJETO ESTRATÉGICO DE LONGO PRAZO, com ATERROS na orla do rio, a Canalização do Arroio Dilúvio, O ATERRO DA REDENÇÃO, (parque farroupilha, uma área de banhado, Charcos, por onde PASSAVA O ARROIO DILÚVIO) Então; TODAS ESTAS ÁREAS QUE HOJE SÃO PARQUES E PRAÇAS FORAM ATERRADAS COM AREIA, SAIBRO, RESTOS DE CONSTRUÇÕES, DRAGAGEM DO RIO GUAÍBA,…ALÉM DE SER UM SOLO-POBRE É MUITO ÚMIDO E NÃO TEM CONSISTÊNCIA PARA “SEGURAR” AS RAÍZES DAS ÁRVORES, COM OUTRO AGRAVANTE; O SOLO TENDO EXCESSO DE UMIDADE ÁS RAÍZES NÃO SE APROFUNDAM FICAM SUPERFICIAIS, A POUCOS CENTÍMETROS NO SOLO, COMO ESTAS SÃO INADEQUADAS (MUITO ALTAS) UM VENTO FORTE SOPRA NOS GALHOS, COMO ESTAS NÃO TEM CONSISTÊNCIA NAS RAÍZES PARA FIRMAR-SE NO SOLO, VIRAM INTEIRAS,…(vaja fotos).

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*FICA A PERGUNTA: POR QUE PRAÇA, PARQUES, JARDINS,…em Porto Alegre TEM QUE TER PLANTADOS GUAPURUVÚs, EUCALIPTOs, TIPUANAs, PINHEIROS EXÓTICOS, PINUS- ELIOTTIS, NOGUEIRA PECÃ,… ? ! (EX; o parque Farroupilha com EUCALIPTOS,…quantos problemas e Acidentes já Aconteceram ? ! Inclusive com uma morte Recente)

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* A PREFEITURA MUNICIPAL NÃO POSSUI PROJETOS DE PLANTIOS DE ESPÉCIES ADEQUADOS ÁS PRAÇAS PARQUES, JARDINS, VIAS PÚBLICAS,…OS TÉCNICOS RESPONSÁVEIS POR ESTE SETOR POSSUEM CAPACIDADE E CONHECIMENTO SOBRE O ASSUNTO  ?!

ALERTA; PORTO ALEGRE POSSUI “UMA GRADE” DE TRANSMISSÃO DE ENERGIA ELÉTRICA VIA-POSTES QUE É UMA VERDADEIRA ÁREA DE RISCO EMINENTE ! “UM SISTEMA REMENDADO”, CONSTANTEMENTE ACONTECE UM ACIDENTE NA REDE É DESLOCADO UMA EQUIPE PARA O LOCAL QUE “ESCORAM O POSTE” NO MÁXIMO ACONTECE UMA TROCA, sendo que possuímos uma lei Municipal ? ! (veja abaixo) 08 Anos de Sua Implantação e Nada foi Feito, OBS; já Poderia ter INICIANDO PELAS VIAS PRINCIPAIS,…Quantos Transtornos Poderia Ter Evitado NESTES ÚLTIMOS TEMPORAIS ? !

PORTO ALEGRE – RÊDE SUBTERRÂNEA DE TRANSMISSÃO DE ENERGIA ELÉTRICA, TELEFONIA, FIBRA ÓTICA, TV A CABO, e outros
Em dezembro de 2007, entrou em vigor a Lei municipal 10.337 (sancionada pelo então prefeito José Fogaça) Uma lei que até agora não saiu do papel…? !
Conheça a íntegra da Lei neste link >> http://www.camarapoa.rs.gov.br/biblioteca/integrais/Lei_10337.htm

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ÁRVORES EM ÁREAS PÚBLICAS; Adequação de Espécies ao Meio, Manutenção Periódica, Manejo Técnico Local/global, RETIRADA GRADATIVA/SUBSTITUIÇÃO de Espécies Inadequadas, Que ofereçam Riscos aos Usuários, entre outros.

Fotos Anexo: Eduíno de Mattos Porto Alegre RS 27/28 Janeiro 2016.

 

Eduíno de Mattos – Manejo Ambiental.

 

TRUCULÊNCIA POLICIAL NO FÓRUM SOCIAL MUNDIAL 15 ANOS, Porto Alegre RS.

A TRUCULÊNCIA POLICIAL É POR “DESPREPARO OPERACIONAL” OU NOSSA POLICIA “É PREPARADA” PARA SER VIOLENTA ? !

*(de acordo com relatos dos expositores das tendas de artesanatos próximo do fato) PAULO SÉRGIO MEDEIROS BARBOSA, Ativista Social Vindo d Olinda, Pernambuco, Norte do País, Convidado como PALESTRANTE do Fórum Social na Oficina do Dia 21 ás 14:30Hs (stand Nº 400 no Parque farroupilha) ao chegar próximo do Local FOI ABORDADO POR POLICIAIS DA BM-RS PARA “AVERIGUAÇÃO”,…como havia dois Policiais Montados, ele negou-se a parar para a dita-averiguação, E OS POLICIAIS JOGARAM OS CAVALOS EM CIMA DO PAULO SÉRGIO, iniciando um Enorme Conflito, Estes Chamaram Mais Policiais, veio até UM GRUPO DE POLICIAIS DE “CONTENÇÃO DE TUMULTO”, com Cassetetes, Espingardas de Grosso Calibre, (duas) Pistolas, Phaser,s,…neste meio tempo todo Pessoal que Estava Aguardando o Inicio da Oficina FOI PARA FORA EXIGINDO A LIBERAÇÃO DO PALESTRANTE,…a Situação Só Foi Resolvida Quando Chegou ao Local o Comandante Operacional, foi Neste Momento que o ADVOGADO JULIO ALT da ONG Acesso (de porto alegre RS) INTERVIU Junto ao Comandante Argumentando que A ABORDAGEM ALÉM DE SER ILEGAL É UMA AFRONTA AO CIDADÃO PAULO SERGIO, um visitante que veio a Convite em Porto Alegre e estava Sendo AGREDIDO EM SEUS DIREITOS BÁSICOS DE IR E VIR,…a Partir deste “embate” Chegou um Jornalísta da TVE e Gravou o Comentário do Comandante, que Pediu Desculpas aos Participantes do FÓRUM SOCIAL MUNDIAL,…e que era uma ABORDAGEM DE ROTINA, e que a BM estava fazendo seu papel averiguando,…para a própria segurança dos Participantes do Encontro, na Ocasião foi Perguntado QUAL A RAZÃO DE TODO AQUELE COTÍGENTE DE SOLDADOS E APARATOS NO LOCAL PARA TRATAR COM UM GRUPO DE PESSOAS TOTALMENTE DESARMADAS ? ! (a pergunta ficou sem resposta).

*FICA A PERGUNTA; O CIDADÃO CITADO, PAULO SÉRGIO MEDEIROS BARBOSA, Um Cidadão Negro EXPONDO TODA SUA NEGRITUDE, em seu vestuário, calçados, Cabelo com Tranças, Colares no Pescoço (guias de religião) Materiais Pertinente a Sua Palestra,…a abordagem foi por DISCRIMINAÇÃO, OU ELE “FOI ESCOLHIDO”, PINÇADO ENTRE OS ATIVISTAS PRESENTES PARA ESTE DEBATE ?

  • AÇÃO ORQUESTRADA: (Limites da Ingênuidade) OBS; as Temáticas em Discussão para o DIA 21, CONEXÕES PERIFÉRICAS, EMPODERAMENTO & ARTICULAÇÕES,…GENOCÍDIO, CRIMINALIZAÇÃO DOS MOVIMENTOS SOCIAIS, PERSEGUIÇÃO AOS COMUNICADORES INDEPENDENTES, MORTES DE ATIVISTAS, VIOLÊNCIA POLICIAL,…e outros.

-> Fotos: Eduíno de Mattos Porto Alegre RS Brasil 21 de Janeiro de 2016, (Anexo)

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Eduíno de Mattos – Jornalismo Independente, Rede Nacional.

FÓRUM SOCIAL 15 Anos,”Sindical/Governista”.

PROCURA-SE OS MOVIMENTOS SOCIAIS, POPULARES !

Fórum Social Mundial 15 Anos, um Encontro Comemorativo ? não, UM ENCONTRO DE ANÁLISE DE CONJUNTURA ATUAL, Comparativo e o que Mudou neste Período, Quantos Projetos e Propostas Elencadas nos Encontros Foram Efetivados, Quais ás POLÍTICAS PÚBLICAS que Mudaram Para Melhorar a Vida da Humanidade que delas Dependem em Seus dia a dia, Para as Futuras Gerações, entre outros.

*AS CENTRAIS SINDICAIS tomaram Conta Completamente dos Espaços DO FÓRUM a Partir da ORGANIZAÇÃO, ABERTURA,…Acompanhados/aliados a Alguns PARTIDOS GOVERNISTAS DE “ESQUERDA”, VEJAM SINDICATOS SÃO CLASSISTAS, o próprio nome FÓRUM SOCIAL MUNDIAL faz Referencia que é de todas AS TENDÊNCIAS,… Haverá “DIRECIONAMENTO” NO ANDAR DAS DISCUSSÕES E CONTEÚDO FINAL ? pois Temas Pertinentes ao GOVERNO FEDERAL SÃO BANDEIRAS DEFENDIDAS POR ESTES, ISTO FICOU CLARO DURANTE A CAMINHADA DE ABERTURA E PALAVRAS DE ORDEM,…

**Qual o Motivo da Ausência dos Movimentos Sociais/Populares no Fórum Social Mundial 15 Anos ? ! ?

alguns Movimentos Importantes (bandeiras; levadas por pequenos grupos “abafados” pelo grande número de sindicalistas) estão participando des da ABERTURA, Educação (CPERS), Saúde Mental, Agro-ecologia, Democratização do JUDICIÁRIO, Direito dos Animais, Anistia Internacional, Moradia, Reforma Urbana, Gênero, Questão Indigêna,  Mov. Negro,  Direitos Humanos, Orçamento Participativo, entre outros.

*AUSÊNCIA DE BANDEIRAS SOBRE GRANDES TEMAS: IMIGRAÇÃO, COP 21, DESASTRES AMBIENTAIS, AQUECIMENTO GLOBAL, ÁGUA, GUERRAS & CONFLITOS DOS POVOS, POLITICA ECONÔMICA PARA OS PAÍSES POBRES, ECOLOGIA & VENENOS AGRÍCOLAS, CRIMES AMBIENTAIS DE MONTA, REFORMA DA POLITICA NACIONAL, COMBATE A CORRUPÇÃO, QUALIDADE DE VIDA URBANA, POLITICAS DE CONTROLE DE RESÍDUOS INTERNACIONAL, POLITICAS DE REPATRIAÇÃO DE BENS, CONTRIBUIÇÃO SINDICAL, MATRIZ ENERGÉTICA, entre outros.

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Eduíno de Mattos

IMIGRANTES: As raízes da resistência, hostilidade aos fluxos migratórios atuais, “Em várias cidades brasileiras os haitianos ainda são oprimidos pelos moradores locais”.

*BRASIL; uma Grande Nação formada de incontáveis raças & etnias de todo planeta,…Qual a Razão do Preconceito Sobre Imigrantes ? Qual a Razão da Hostilidade ?

 

As raízes da resistência

Distância do padrão histórico de imigrante branco e europeu e mercado de trabalho limitado são algumas das razões da hostilidade aos fluxos migratórios atuais

CARLOS FIORAVANTI | ED. 236 | OUTUBRO 2015

Vendedores de ervas e temperos típicos da Bolívia na feira da rua Coimbra, em São Paulo

“Voltem para Cuba!” A socióloga Roberta Peres assustou-se com o grito vindo de um passageiro de um carro cinza que passava em frente à Missão Paz, instituição religiosa que atende migrantes, imigrantes e refugiados recém-chegados à cidade de São Paulo. O haitiano que ela entrevistava – um estudante de engenharia que interrompeu o curso porque sua universidade fora destruída pelo terremoto de 2010 no Haiti – não entendeu a situação, já que conversavam em inglês. Era o início de 2014, auge da chegada de haitianos à capital paulista. A hostilidade cresceu nos meses seguintes. No sábado 1º de agosto de 2015, seis haitianos foram baleados com espingarda de chumbinho na rua do Glicério e na escadaria da paróquia Nossa Senhora da Paz, que abriga a Missão Paz.

“Em várias cidades brasileiras os haitianos ainda são oprimidos pelos moradores locais”, observa Rosana Baeninger, também socióloga e colega de Roberta no Núcleo de Estudos de População (Nepo) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). As duas participaram de uma pesquisa recém-concluída sobre a situação e os planos de 250 haitianos que vivem em Manaus, Porto Velho, capital de São Paulo e três cidades do interior paulista (Campinas, Jundiaí e Santa Fé do Sul), Curitiba, Camboriú, Porto Alegre e Encantado, no Rio Grande do Sul. Os entrevistados eram, na maioria, homens com idade entre 24 e 29 anos, que pretendiam trazer os familiares, mas não pensavam em permanecer no Brasil. “Para os haitianos”, diz Roberta, “o Brasil está deixando de ser um país de destino para ser uma etapa de trânsito, ainda que demorada, para os Estados Unidos, para onde a maioria disse que gostaria de ir”.

O levantamento reiterou duas conclusões prévias da equipe do Nepo. A primeira é a desconcentração territorial: cidades do interior paulista como Piracicaba e Limeira, além de Campinas, Jundiaí e Santa Fé do Sul, por causa de investimentos internacionais em agropecuária ou indústria, estão recebendo mais imigrantes e vivendo situações antes comuns apenas em capitais como São Paulo, que até o início dos anos 2000 constituíam o destino quase exclusivo dos estrangeiros. “O excedente populacional acompanha alocações do capital internacional, embora a cidade de São Paulo continue como referencial no imaginário imigratório”, diz Rosana.

Imigrantes africanos trabalhando como camelôs e, à direita, frequentadores do comércio de rua mantido por bolivianos na região do Brás, em São Paulo

A segunda conclusão é que a onda imigratória dos últimos 10 anos – formada por bolivianos, peruanos e outros povos latinos, aos quais se somaram haitianos, senegaleses e congoleses, a partir de 2010 – contraria pressupostos históricos tácitos. “Desde o final do século XIX criou-se a ideia de que o imigrante, para ser aceito, teria de ser branco e europeu, e os imigrantes atuais são indígenas que falam espanhol, como os bolivianos, ou negros que falam francês ou crioulo, como os haitianos”, diz Rosana, que trabalha nesse campo há 30 anos. Segundo ela, o distanciamento do padrão histórico branco europeu, a ausência de uma necessidade explícita da mão de obra estrangeira e a escassez de políticas públicas locais, estaduais e federais que promovam a interação social dos imigrantes do século XXI geram o que ela chama de “distanciamento em relação ao outro” e as reações de hostilidade.

Os japoneses que chegaram no início do século XX, observa Rosana, embora tolerados pela necessidade de mão de obra para as plantações de café, então a base da economia nacional, foram hostilizados e discriminados, como mostrou o filme Gaijin – Os caminhos da liberdade (1980). Os orientais eram vistos como uma raça inferior, tanto quanto negros e índios, que prejudicaria o branqueamento da população desejado pelo governo brasileiro e promovido por imigrantes europeus.

De caráter eugenista, o projeto de branqueamento da população brasileira tinha sido estabelecido por Getúlio Vargas durante o Estado Novo (1930-1945). De acordo com estudo do historiador Fábio Koifman, da Universidade Federal Rural Fluminense, publicado no livro Imigrante ideal: o Ministério da Justiça e a entrada de estrangeiros no Brasil (1941-1945) (Civilização Brasileira, 2012), o projeto estabelecia quais eram os imigrantes desejáveis – branco, católico e apolítico, de preferência portugueses de baixa escolaridade, sem “ideias dissolventes” como as que tinham grupos intelectualizados da Alemanha, França e Áustria, entre outros países. Os indesejáveis eram negros, japoneses, idosos e deficientes. Em 1930, durante a campanha à Presidência, Vargas alertou que a imigração teria de ser pensada também sob o critério étnico, não apenas econômico. Depois de eleito, ele aprovou várias leis que estabeleciam cotas de imigração restringindo a entrada, principalmente, de orientais. “Segmentos letrados da sociedade brasileira e muitos homens do governo, incluindo Vargas, acreditavam que o problema do desenvolvimento brasileiro estava relacionado à má formação étnica do povo. Achavam que trazendo ‘bons’ imigrantes, ou seja, brancos que se integrassem à população não branca, o Brasil em 50 anos se transformaria em uma sociedade mais desenvolvida”, disse Koifman em entrevista à Pesquisa FAPESP em 2012 (ver edição nº 201).

Frequentadores do comércio de rua mantido por bolivianos na região do Brás, em São Paulo

Preconceitos
Tanto no Brasil quanto na Europa, os meios de comunicação tratam a chegada dos imigrantes “como uma ameaça, como se o país tivesse sendo invadido por uma horda de desocupados, baderneiros que vêm para cá para pressionar o tão combalido sistema de proteção social e o mercado de trabalho”, escreveu Antônio Tadeu Ribeiro de Oliveira, pesquisador do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em um artigo publicado em janeiro deste ano na Revista Interdisciplinar da Mobilidade Humana. Segundo ele, a dimensão desse fenômeno, apesar da intensa visibilidade, “é bem inferior ao da entrada através de aeroportos, portos e outras áreas de fronteiras de imigrantes irregulares brancos”.

Quem chega muitas vezes se decepciona. Segundo padre Paolo Parise, um dos diretores da Missão Paz, os coiotes, como são chamados os agentes que cobram dos interessados para ajudá-los a atravessar as fronteiras de outro país, prometem aos haitianos emprego fácil e ganhos de US$ 1.500 por mês. “Os haitianos dizem que não imaginavam que o Brasil fosse tão racista”, diz ele. Mantida pela Congregação Scalabriniana e por doações, desde 1978 a Missão Paz oferece abrigo, alimentação, atendimento médico e psicossocial e serviços de documentação para imigrantes, refugiados e migrantes. Por ali passaram 11 mil dos 60 mil haitianos que entraram no Brasil desde 2010. No início de setembro, padre Paolo cumprimentava os recém-chegados sírios com a mão no peito, sem estender a mão nem tocá-los, como fazia com os latinos que encontrava enquanto caminhava, indicando os cuidados indispensáveis para lidar com os representantes dos diferentes países e culturas.

Sírios recém-chegados acolhidos pela Oásis Solidário, organização mantida pela comunidade síria estabelecida em São Paulo

Neste ano, a equipe da Missão conseguiu empregos para 1.180 imigrantes. Até setembro do ano passado, foram 1.700, o que faz padre Paolo prever que o ano possa terminar com um terço a menos de contratações. O levantamento da Unicamp também indicou que a fase boa parece ter passado. Depois de uma época de emprego temporário relativamente fácil na construção civil antes da Copa do Mundo de 2014, muitos agora preferem ir para Santa Catarina e Rio Grande do Sul, onde, acreditam, encontrarão empregos melhores.

“Os órgãos públicos estão se posicionando a favor da imigração e se responsabilizando por criar políticas públicas”, observa Camila Baraldi, coordenadora-adjunta da Coordenação de Políticas para Migrantes (CPMig) da Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania de São Paulo. Como uma de suas primeiras ações, logo após ser criada, em 2013, a coordenação promoveu a simplificação da abertura de contas bancárias pelos imigrantes como forma de reduzir os assaltos a esses grupos de pessoas, que antes guardavam com eles o dinheiro que acumulavam, e facilitar a contratação por empresas. Uma boa parte do tempo das equipes do CPMig é dedicada aos haitianos, que em 2014 chegavam em grande número, às vezes um ônibus por dia. O fluxo hoje está menor, mas ainda chegam dois a três ônibus por semana vindos do Acre, a primeira parada no Brasil. A maioria permanece, ao menos no início, na capital. Agora a entrada de sírios é que está aumentando: em agosto as equipes da prefeitura atenderam 25.

Para os que chegam sem ter para onde ir, a coordenação oferece abrigos e apoio para a emissão de documentos e a procura de emprego, além de promover a articulação com as equipes de outros órgãos públicos para assegurar o acesso a serviços de saúde e educação e assistência social. “Muitas vezes esses direitos são negados, por desconhecimento de quem os atende”, diz Camila. Nesse momento uma das prioridades é a formação do Comitê Intersetorial da Política Municipal para a População Imigrante, criado em agosto, que deverá ter 13 representantes do poder público e 13 da sociedade civil, com a tarefa de redigir uma proposta de política pública para a população imigrante que hoje vive na cidade de São Paulo.

016-023_Capa_Migrações_236O suporte legal de apoio a quem imigra ainda é precário. O Estatuto do Refugiado, de 1997, assegura alguns direitos, como o registro de estrangeiro no Brasil, mas ações mais amplas são dificultadas pelo caráter restritivo do Estatuto do Estrangeiro, em vigor desde a década de 1980. Em julho o Senado aprovou um projeto de lei que cria uma nova Lei de Migração, que revoga o estatuto e reduz as exigências para a concessão de vistos e autorização de residência. O projeto hoje tramita na Câmara dos Deputados.

Nos últimos quatro anos, o número de refugiados no país dobrou, atingindo 8.530 até setembro de 2015, segundo o Comitê Nacional de Refugiados, do Ministério da Justiça. Os sírios, que chegam em número crescente, representam 24,5% do total de refugiados de 81 nacionalidades que vivem no Brasil, seguidos pelos colombianos, angolanos e congoleses e libaneses. Há também 12.666 pedidos de refugiados em análise.

No Brasil não há multidões de refugiados como as que há meses chegam aos países centrais da Europa, vindas principalmente da Síria, destruída pela guerra. Em 2015, a Alemanha recebeu cerca de 200 mil imigrantes, que podem compensar a redução da população gerada pela queda da taxa de natalidade, mas em geral os imigrantes são indesejados – e não apenas na Europa. De acordo com estudo do instituto francês Ipsos, metade dos moradores entrevistados em 24 nações, incluindo o Brasil, disse que havia imigrantes demais em seus países; 46% acreditavam que os estrangeiros dificultavam o acesso dos moradores nativos a empregos e apenas 21% dos 17.533 entrevistados consideraram positivo o impacto dos imigrantes em seus países. No Brasil, 36% dos que foram ouvidos disseram que os imigrantes intensificam a disputa por empregos, índice bem abaixo dos 85% da Turquia, 68% da Rússia e 56% dos moradores da Argentina com a mesma opinião.

Boliviana em trajes de festa assistindo a festival de poesia na feira dominical da praça Kantuta,  no bairro do Canindé

As reações contrárias exibidas até agora nas cidades brasileiras também estão longe dos conflitos ocorridos na Europa, “mas expressam a dificuldade da sociedade receptora em acolher estes grupos de imigrantes”, ressalta Rosana. Em 2012 e 2013, pichações em portas de lojas de Piracicaba hostilizaram os coreanos, numerosos na cidade desde quando a montadora sul-coreana Hyundai começou a construir sua fábrica, em 2010. No início de agosto deste ano, o muro do cemitério de Nova Odessa, cidade próxima a Campinas, foi pichado com a frase “Back to Haiti” (“Voltem ao Haiti”). Até julho, a Igreja Batista de Nova Odessa tinha ajudado cerca de 80 haitianos a encontrarem empregos e a aprenderem português. Em 2014, 13 haitianos denunciaram espancamentos sofridos nas empresas em que trabalhavam em Curitiba. Na capital estima-se em 2.500 o número de haitianos, a maioria trabalhando em construtoras.

Apesar das dificuldades, os imigrantes conquistam seus territórios. Já se veem lanchonetes, docerias, lojas de roupas e lan houses com funcionários ou proprietários haitianos na região do Glicério, próxima à Missão Paz, em São Paulo. A rua Coimbra, no bairro do Brás, é o coração da comunidade boliviana na capital, estimada em 300 mil imigrantes, dos quais apenas 90 mil regularizados. As feiras de sábado e domingo da rua Coimbra reúnem cerca de 6 mil bolivianos e visitantes que podem comprar batatas que parecem cenouras, pedras brancas ou pretas ou rajadas com pontos vermelhos, além de muitos tipos de milho e de pimenta e outros temperos, em meio a restaurantes que servem salchipara, silpancho, sajta, caldo de cordan e outros pratos típicos. Como provável efeito da clandestinidade em que viveram ou vivem, os vendedores são atenciosos, mas ariscos, falam com entusiasmo dos numerosos tipos de milho, quando muito contam sobre a cidade de origem, em geral La Paz ou Cochabamba, e depois silenciam. A feira foi regularizada pela prefeitura em novembro de 2014, o que permitiu melhorias em sua organização e segurança, depois de funcionar 11 anos na ilegalidade.

A menos de 3 quilômetros dali funciona uma maternidade municipal cujas equipes, desde 2005, se especializaram em atender mulheres bolivianas que em geral não falam português. Em um artigo publicado em 2006 na revista Estudos Avançados, o antropólogo Sidney Silva, da Universidade Federal do Amazonas, escreveu que a imigração boliviana se tornou mais visível em São Paulo a partir da década de 1980, mas começou nos anos 1950 com estudantes que chegavam por meio de um programa de intercâmbio cultural Brasil-Bolívia. “Após o término dos estudos, muitos deles acabavam optando pela sua permanência, em razão das múltiplas ofertas de emprego encontradas naquele momento no mercado de trabalho paulistano”, observou Silva. Depois, o fluxo de imigrantes latino-americanos – bolivianos, peruanos e paraguaios, uruguaios e chilenos – continuou em crescimento. Eles trabalham principalmente em confecções e no comércio.

Para entender as raízes da imigração, a socióloga Patrícia Freitas, atualmente pesquisadora do Centro de Estudos da Metrópole (CEM), um dos 17 Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (Cepid) financiados pela FAPESP, entrevistou 17 bolivianos em São Paulo e outros 33, durante oito meses, em 2012 e 2013, em cidades e em municípios rurais da Bolívia, como parte de seu doutorado, orientado por Rosana Baeninger. “Em geral os bolivianos que imigraram estão sendo expulsos do campo desde as décadas de 1980 e 1990 e viveram em situações de extrema precariedade nas cidades da Bolívia”, Patrícia concluiu, após refazer as trajetórias pessoais dos entrevistados.

Imigrantes árabes ganham as ruas de São Paulo

“As condições de trabalho lá são piores do que aqui, onde podem ganhar mais. Há casos de exploração, sim, mas muitos se dão bem”, diz. Segundo ela, os contratadores atraem os interessados em emigrar por meio de anúncios e pagam a viagem para São Paulo ou Buenos Aires, outro destino comum, para trabalhar em oficinas de costura, criando uma dívida nem sempre paga, porque os imigrantes, depois de chegarem, encontram empregos melhores. Os 50 entrevistados haviam passado por 180 oficinas de costura nas cidades bolivianas e em São Paulo.

“Esta é uma oportunidade de nos reconhecermos como parte da América Latina”, diz Camila Baraldi, da CPMig. Em seu doutorado, concluído em 2014 na USP, ela argumentou que a cidadania sul-americana está em construção e “poderia vir a ser uma cidadania fundada no paradigma da mobilidade”. Padre Paolo sugere: “Temos de aprender e ensinar as razões históricas dos fluxos migratórios”. “O mundo hoje”, diz ele, “é feito pela emigração e pelo refúgio, que deixaram de ser circunstanciais e hoje são estruturais”. A migração internacional é uma condição básica pela qual as sociedades e estados se formam, se expandem e se reproduzem, reitera Thomas Nail, professor da Universidade de Denver, Estados Unidos, em um livro recém-lançado (The figure of the migrant, Stanford University Press). “As condições sociais da migração”, ele observa, “são sempre uma mistura dos tipos de expulsão territorial, política, jurídica e econômica. Os quatro operam ao mesmo tempo, em graus diferentes”. O mundo acadêmico tem um papel a cumprir nesse campo, oferecendo oportunidades para estudantes e pesquisadores prosseguirem em suas carreiras, alertou um editorial da Nature de 10 de setembro. De outro modo, argumentou a revista, pode-se perder uma geração inteira de talentos do Oriente Médio e de outras regiões do mundo.

Confira o registro do fotógrafo Eduardo Cesar na Galeria de Imagens.

Projetos
1. Observatório das migrações em São Paulo: migrações internas e internacionais contemporâneas no estado de São Paulo (nº 2014/04850-1); Modalidade Projeto Temático; Pesquisadora responsável Rosana Aparecida Baeninger (Nepo/Unicamp); Investimento R$ 555.279,96.
2. A governança das migrações internacionais e os seus impactos na experiência social dos migrantes: um estudo comparativo dos contextos nacionais e locais de São Paulo, no Brasil, e Buenos Aires, na Argentina (nº 2014/11649-0); Modalidade Bolsa de Pós-doutorado; Pesquisador responsável Eduardo Cesar Leão Marques (USP); Bolsista Patrícia Tavares de Freitas; Investimento R$ 169.557,84.

Artigos científicos
BAENINGER, R. Rotatividade migratória: um novo olhar para as migrações internas no Brasil. Revista Interdisciplinar da Mobilidade Humana. v. 20, n. 39, p. 77-100. 2012.
FREITAS, P. T. de. Família e inserção laboral de jovens migrantes na indústria de confecção. Revista Interdisciplinar da Mobilidade Humana. v. 22, p. 231-46. 2014.
Keep a welcome. Nature, v. 525, p. 157. 10 set. 2015.
OLIVEIRA, A.T.R. de. Os invasores: As ameaças que representam as migrações subsaariana na espanha haitiana no Brasil. Revista Interdisciplinar da Mobilidade Humana. v. 23, n. 44, p. 135-55. jan./jun. 2015.
SILVA, S.A. Bolivianos em São Paulo: entre o sonho e a realidade. Estudos Avançados. v. 20, n. 57, p. 157-70. 2006.

Eduíno de Mattos

PAGAMENTO POR SERVIÇOS AMBIENTAIS (psa) na Mata Atlântica (EMBRAPA, Lançamento de Livro).

*Mudanças Climáticas, Crise Hídrica, Poluição Industrial, Desmatamento, Mono-culturas, Pecuária, Silviculturas P/produção de Celulose, Megaplantios (sem controle) Para Matéria-prima e Insumos ao “BIODIESEL”,…AUMENTO DA TEMPERATURA GLOBAL.

*O BRASIL APÓS TER MALTRATADO (continua maltratando) TODA A BIODIVERSIDADE DOS NOSSOS BIOMAS, A BIOSFERA,…começa a aparecer pequenos indícios (muito acanhados) de ações para recuperar o mal feito ao NOSSO MEIO AMBIENTE, NOSSO BEM VITAL, A ÁGUA (ás custas do erário público) onde o ESTADO é o CULPADO DIRETO por não ter planejado A OCUPAÇÃO ESPACIAL E  EXPANÇÃO TERRITORIAL, ESTUDOS DE MANEJOS E EXTRATIVISMO DO USO DO SOLO, AMBIENTAL/ECONÔMICOS NOS ESTADOS, RODOVIAS, HIDRELÉTRICAS, ESPECULAÇÃO IMOBILIÁRIA,…então: Modificam-se (a LEI) o CÓDIGO FLORESTAL BRASILEIRO e “empurram a problemática” para a população resolver, MUITO PRÁTICO.  

   EMBRAPA

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“Serviços Ambientais em sistemas agrícolas e florestais do Bioma Mata Atlântica” é uma nova publicação que reúne artigos de mais de 100 autores, publicada pela Embrapa. A primeira parte do livro examina como indicadores econômico-ambientais podem ser utilizados para medir a capacidade dos ecossistemas em prestar serviços para o bem-estar humano. Os serviços advêm da conservação da água e solo, conservação de biodiversidade e sequestro de carbono. A segunda parte apresenta aplicações no bioma Mata Atlântica. Fecha falando sobre a elaboração de políticas públicas relacionadas ao pagamento por serviços ambientais (PSA).

A versão em pdf do livro é gratuita e está disponível online.

Colaboração O ECO 30 Setembro 2015.

 

Eduíno de Mattos

CIDADE SEGURA OU TRAGÉDIA ANUNCIADA ? Reflexão Sobre “Cidades Resilientes” (Enfoque; Tragédias e Desastres Causados por Eventos Climáticos).

*como construir cidades resilientes ?

HABITAÇÃO , SEGURANÇA & SUSTENTABILIDADE; no Brasil a Cada 04,…anos Temos Grandes Problemas nos Estados, nas grandes Cidades, Vila e favelas, Ocupações Irregulares em Áreas de Risco,… com Eventos Climáticos, (onde a tendência destes é aumentar a frequência e se intensificar com as mudanças climáticas) o Estado do Rio Grande do Sul Ainda Encontra-se em “estado de recuperação” após a Grande Enchente 2015, a Tragédia em Teresópolis na Região Serrana do RJ em 2011, Ficou Marcada como uma “Grande Ferida” no País, Pelo Descaso do Poder Público Local em não Colocar Regras (plano diretor urbano) Permitindo a Ocupação Espacial do Território em Locais Impróprios Para Moradia, ÁREAS DE RISCO EMINENTE, (EX; Belo Horizonte (2007,…) Santa Catarina MORRO DO BAÚ (2004,…) Salvador Bahia, (2006,…) o Município de Viamão RS Recentemente foi Atingido por UM GRANDE VENDAVAL onde um Grande Número de famílias tiveram sua Casas Destruídas, entre outros.

PREFEITURAS MUNICIPAIS & ESTADOS DA UNIÃO;  o que os Governantes ou Gestôres Públicos Fizeram, ou Projetaram como Ação Preventiva ? !

*resiliência; “propriedade de um corpo de recuperar a sua forma original após sofrer choque ou deformação”

Desastre; Teresópolis RJ 2011

Rastro de destruição em Campo Grande, Teresópolis, após tragédia das chuvas na região Serrana do Rio, em janeiro de 2011. Foto: Nanda Melonio/Abril 2011.

O Escritório das Nações Unidas para Redução de Risco de Desastres (UNISDR) apresentou na semana passada um novo relatório mostrando como cidades em todo mundo estão trabalhando para reduzir os riscos de desastres ocasionados por eventos climáticos, como enxurradas e deslizamento de encostas.

A palavra chave do relatório é a palavra resiliência, que segundo o dicionário, significa a “propriedade de um corpo de recuperar a sua forma original após sofrer choque ou deformação”. Não por acaso, o documento se intitula “Como Construir Cidades Mais Resilientes – Um Guia para Gestores Públicos Locais”.

O relatório, que apresenta 10 passos que devem ser seguidos para a cidade reduzir os impactos das tragédias ambientais, faz parte de uma campanha lançada pelo UNISDR em 2010 com o objetivo de aumentar a conscientização a respeito da redução de riscos urbanos. Além dos 10 passos, há exemplos de cidades que aplicaram estratégias para lidar com risco de desastres, como é o caso de Veneza, na Itália.

O objetivo do documento é encorajar governos a investir em atividades de redução de desastres e criar uma infraestrutura que proteja as cidades.

O guia pode ser lido neste link.

Cidades inteligentes podem poupar US$22 trilhões ao mundo

Por Suzanne Goldenberg*

Colocar as cidades em um rumo de crescimento inteligente — com transportes públicos abrangentes, edifícios que poupam energia e melhor gestão dos resíduos — poderia economizar até 22 trilhões de dólares e evitar o equivalente em poluição de carbono a toda a emissão anual da Índia de gases de efeito estufa, de acordo com economistas de renome.

A Comissão Mundial sobre Economia e Clima (Global Commission on Economy and Climate), uma iniciativa independente de ex-ministros das finanças e das principais instituições de pesquisa da Grã-Bretanha e de outros seis países, concluiu que cidades inteligentes em relação ao clima estimulariam o crescimento econômico e uma melhor qualidade de vida – enquanto reduziriam a poluição de carbono .

Segundo os pesquisadores, caso os governos nacionais apoiem esses esforços, a poupança nos transportes, edifícios e eliminação de resíduos poderia chegar a US$ 22 trilhões até 2050. Em 2030, esses esforços evitariam o equivalente a 3,7 gigatoneladas de carbono por ano – mais do que as emissões atuais da Índia.

A descoberta derruba a noção de que é muito caro fazer alguma coisa sobre mudanças climáticas – ou que tais esforços fariam pouca diferença. Não é verdade, disseram os pesquisadores.

“Há agora uma evidência crescente de que as emissões podem diminuir enquanto as economias continuam a crescer”, diz Seth Schultz, pesquisador do grupo C40 Cities Climate Leadership, que participou como consultor do relatório.

“Tornar-se mais sustentável e colocar o mundo – especificamente cidades – em uma trajetória de baixo carbono é viável e também uma boa forma de administrar a economia”.

O relatório conclama as cidades mais importantes do mundo a se comprometerem com estratégias de desenvolvimento de baixo carbono até 2020.

As descobertas foram lançadas no momento em que as Nações Unidas e grupos ambientalistas tentam estimular mais ação sobre as mudanças climáticas antes do começo das negociações vitais em Paris, da COP21, que ocorrerão no fim do ano.

A reunião de Paris é vista como um dos pilares dos esforços para manter o aquecimento do planeta a um máximo de 2º C, remodelando a economia global para substituir combustíveis fósseis por fontes de energia mais limpas.

A ONU reconhece que os compromissos climáticos até agora estão muito aquém da meta 2º C. Mas as estratégias delineadas no relatório – algumas das quais já estão em prática – poderiam sozinhas cobrir 20% desse hiato, disse Amanda Eichel, da Bloomberg Philanthropies, que também participou do relatório.

Dois terços da população mundial viverão em áreas urbanas em 2050, com a população urbana da África crescendo a uma taxa duas vezes maior do que o resto do mundo.

As escolhas certas agora de planos a longo prazo de desenvolvimento urbano e dos transportes poderiam melhorar a vida das pessoas e combater as mudanças climáticas, diz o relatório.

Investir em transporte público faria a maior diferença imediata. A poluição do ar já está sufocando as cidades que se esparramam em áreas cada vez maiores na Índia e China. Engarrafamentos e acidentes cobram um preço da economia local em cidades como Cairo e São Paulo.

Mas a construção de corredores de ônibus, como os que estão sendo implementados em Buenos Aires, pode cortar o tempo de transporte entre casa e trabalho em até 50%.

Padrões de construção verde podem reduzir o uso de eletricidade, aliviar o efeito ilha de calor e reduzir a demanda por água. Na gestão de resíduos, o biogás produzido a partir de resíduos poderia ser aproveitado como combustível para fornecer eletricidade às comunidades, como já estava sendo feito por Lagos, na Nigéria, e em outras cidades.

 

*Esse artigo é publicado em parceria com a Guardian Environment Network, da qual ((o))eco faz parte. Aversão original (em inglês) foi publicada no site do Guardian. Tradução de Eduardo Pegurier

 

Colaboração; o ECO 25 de Julho e 09 de Setembro 2015.

 

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FotosWEB: Morro do Baú Santa Catarina 2009

 

Eduíno de Mattos