CIDADE SEGURA OU TRAGÉDIA ANUNCIADA ? Reflexão Sobre “Cidades Resilientes” (Enfoque; Tragédias e Desastres Causados por Eventos Climáticos).

*como construir cidades resilientes ?

HABITAÇÃO , SEGURANÇA & SUSTENTABILIDADE; no Brasil a Cada 04,…anos Temos Grandes Problemas nos Estados, nas grandes Cidades, Vila e favelas, Ocupações Irregulares em Áreas de Risco,… com Eventos Climáticos, (onde a tendência destes é aumentar a frequência e se intensificar com as mudanças climáticas) o Estado do Rio Grande do Sul Ainda Encontra-se em “estado de recuperação” após a Grande Enchente 2015, a Tragédia em Teresópolis na Região Serrana do RJ em 2011, Ficou Marcada como uma “Grande Ferida” no País, Pelo Descaso do Poder Público Local em não Colocar Regras (plano diretor urbano) Permitindo a Ocupação Espacial do Território em Locais Impróprios Para Moradia, ÁREAS DE RISCO EMINENTE, (EX; Belo Horizonte (2007,…) Santa Catarina MORRO DO BAÚ (2004,…) Salvador Bahia, (2006,…) o Município de Viamão RS Recentemente foi Atingido por UM GRANDE VENDAVAL onde um Grande Número de famílias tiveram sua Casas Destruídas, entre outros.

PREFEITURAS MUNICIPAIS & ESTADOS DA UNIÃO;  o que os Governantes ou Gestôres Públicos Fizeram, ou Projetaram como Ação Preventiva ? !

*resiliência; “propriedade de um corpo de recuperar a sua forma original após sofrer choque ou deformação”

Desastre; Teresópolis RJ 2011

Rastro de destruição em Campo Grande, Teresópolis, após tragédia das chuvas na região Serrana do Rio, em janeiro de 2011. Foto: Nanda Melonio/Abril 2011.

O Escritório das Nações Unidas para Redução de Risco de Desastres (UNISDR) apresentou na semana passada um novo relatório mostrando como cidades em todo mundo estão trabalhando para reduzir os riscos de desastres ocasionados por eventos climáticos, como enxurradas e deslizamento de encostas.

A palavra chave do relatório é a palavra resiliência, que segundo o dicionário, significa a “propriedade de um corpo de recuperar a sua forma original após sofrer choque ou deformação”. Não por acaso, o documento se intitula “Como Construir Cidades Mais Resilientes – Um Guia para Gestores Públicos Locais”.

O relatório, que apresenta 10 passos que devem ser seguidos para a cidade reduzir os impactos das tragédias ambientais, faz parte de uma campanha lançada pelo UNISDR em 2010 com o objetivo de aumentar a conscientização a respeito da redução de riscos urbanos. Além dos 10 passos, há exemplos de cidades que aplicaram estratégias para lidar com risco de desastres, como é o caso de Veneza, na Itália.

O objetivo do documento é encorajar governos a investir em atividades de redução de desastres e criar uma infraestrutura que proteja as cidades.

O guia pode ser lido neste link.

Cidades inteligentes podem poupar US$22 trilhões ao mundo

Por Suzanne Goldenberg*

Colocar as cidades em um rumo de crescimento inteligente — com transportes públicos abrangentes, edifícios que poupam energia e melhor gestão dos resíduos — poderia economizar até 22 trilhões de dólares e evitar o equivalente em poluição de carbono a toda a emissão anual da Índia de gases de efeito estufa, de acordo com economistas de renome.

A Comissão Mundial sobre Economia e Clima (Global Commission on Economy and Climate), uma iniciativa independente de ex-ministros das finanças e das principais instituições de pesquisa da Grã-Bretanha e de outros seis países, concluiu que cidades inteligentes em relação ao clima estimulariam o crescimento econômico e uma melhor qualidade de vida – enquanto reduziriam a poluição de carbono .

Segundo os pesquisadores, caso os governos nacionais apoiem esses esforços, a poupança nos transportes, edifícios e eliminação de resíduos poderia chegar a US$ 22 trilhões até 2050. Em 2030, esses esforços evitariam o equivalente a 3,7 gigatoneladas de carbono por ano – mais do que as emissões atuais da Índia.

A descoberta derruba a noção de que é muito caro fazer alguma coisa sobre mudanças climáticas – ou que tais esforços fariam pouca diferença. Não é verdade, disseram os pesquisadores.

“Há agora uma evidência crescente de que as emissões podem diminuir enquanto as economias continuam a crescer”, diz Seth Schultz, pesquisador do grupo C40 Cities Climate Leadership, que participou como consultor do relatório.

“Tornar-se mais sustentável e colocar o mundo – especificamente cidades – em uma trajetória de baixo carbono é viável e também uma boa forma de administrar a economia”.

O relatório conclama as cidades mais importantes do mundo a se comprometerem com estratégias de desenvolvimento de baixo carbono até 2020.

As descobertas foram lançadas no momento em que as Nações Unidas e grupos ambientalistas tentam estimular mais ação sobre as mudanças climáticas antes do começo das negociações vitais em Paris, da COP21, que ocorrerão no fim do ano.

A reunião de Paris é vista como um dos pilares dos esforços para manter o aquecimento do planeta a um máximo de 2º C, remodelando a economia global para substituir combustíveis fósseis por fontes de energia mais limpas.

A ONU reconhece que os compromissos climáticos até agora estão muito aquém da meta 2º C. Mas as estratégias delineadas no relatório – algumas das quais já estão em prática – poderiam sozinhas cobrir 20% desse hiato, disse Amanda Eichel, da Bloomberg Philanthropies, que também participou do relatório.

Dois terços da população mundial viverão em áreas urbanas em 2050, com a população urbana da África crescendo a uma taxa duas vezes maior do que o resto do mundo.

As escolhas certas agora de planos a longo prazo de desenvolvimento urbano e dos transportes poderiam melhorar a vida das pessoas e combater as mudanças climáticas, diz o relatório.

Investir em transporte público faria a maior diferença imediata. A poluição do ar já está sufocando as cidades que se esparramam em áreas cada vez maiores na Índia e China. Engarrafamentos e acidentes cobram um preço da economia local em cidades como Cairo e São Paulo.

Mas a construção de corredores de ônibus, como os que estão sendo implementados em Buenos Aires, pode cortar o tempo de transporte entre casa e trabalho em até 50%.

Padrões de construção verde podem reduzir o uso de eletricidade, aliviar o efeito ilha de calor e reduzir a demanda por água. Na gestão de resíduos, o biogás produzido a partir de resíduos poderia ser aproveitado como combustível para fornecer eletricidade às comunidades, como já estava sendo feito por Lagos, na Nigéria, e em outras cidades.

 

*Esse artigo é publicado em parceria com a Guardian Environment Network, da qual ((o))eco faz parte. Aversão original (em inglês) foi publicada no site do Guardian. Tradução de Eduardo Pegurier

 

Colaboração; o ECO 25 de Julho e 09 de Setembro 2015.

 

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FotosWEB: Morro do Baú Santa Catarina 2009

 

Eduíno de Mattos

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