HIDRELÉTRICAS = Crime Ambiental Institucional + Ausência de Planejamento Estratégico & Falta de Visão Sobre a Matriz Energética Nacional.

 A crise é hídrica, não energética.

DSC_4991 - Cópia DSC_4976 - Cópia DSC_5009 - Cópia DSC_5011 - Cópia DSC_5025 - Cópia DSC_5002 - CópiaUHE Belo Monte revista VIP - TAM Fevereiro 2015

UHE belo monte & Propaganda Enganosa (grifada) Revista VIP-TAM fevereiro 2015, EX; Hidrelétricas não são geradoras de ENERGIA LIMPA !

Fotos: Eduíno de Mattos Parque Nacional do Turvo RS, (Salto do Yucumã) Março 2014.

 

* Salto do Yucumã – https://www.youtube.com/watch?v=1to84OqsTkQ

 

1393547_626240984094177_1027829099_n HIDRELÉTRICAS área prevista para alagamento Panambi

 

A crise é hídrica, não energética, artigo de Roberto Malvezzi (Gogó)

Publicado em janeiro 28, 2015 por Redação

[EcoDebate] Desde o apagão de 2002 no governo Fernando Henrique, ficou provado que o sistema brasileiro de geração de energia a partir da água não se sustenta mais. Modificamos o regime das chuvas, os volumes de água reservados estão sujeitos a estiagens mais prolongadas e mais constantes todos os anos. Tanto é que o nível de 85% dos reservatórios brasileiros em janeiro de 2015 é considerado mais baixo que o do apagão de 2002. Não é por acaso que temos problemas de abastecimento de água até para consumo humano e industrial, quanto mais para gerar energia.

O Brasil insiste em construir hidrelétricas para resolver seus problemas de energia. Hoje o cidadão comum tem claro que quem impõe a agenda de obras no Brasil são as empreiteiras. Elas financiam as eleições e depois recebem o cêntuplo com os investimentos em grandes obras. As hidrelétricas estão entre as maiores obras desse país.

Nosso desafio não é construir mais barragens, mas ter água para locupleta-las. Na data que escrevo esse texto o nível dos reservatórios está em média nacional girando em 20%. Portanto, há uma ociosidade de 80%. Com 50% dessa capacidade locupletada o governo e empresas do ramo estariam rindo à toa. Portanto, não é mais uma Belo Monte, uma Teles Pires, ou outra barragem qualquer que vai resolver esse desafio. Nosso problema fundamental está nas águas, não na capacidade instalada dos reservatórios.

Quem quiser a prova é só visitar a barragem de Xingó, no Baixo São Francisco. Na parede da barragem está a infraestrutura para se instalar 11 turbinas, mas só seis estão instaladas. Quando se pergunta aos técnicos porque não instalar as demais, ao contrário de construir novas barragens, a resposta é simples: não temos água para acionar onze turbinas.

Certas reportagens insistem que se outras obras estivessem feitas – Belo Monte, Teles Pires, etc. –, nós não estaríamos passando pelo problema da crise energética, originada pela crise hídrica. Portanto, para esse setor midiático, é no atraso das obras, na dificuldade dos licenciamentos ambientais, na inoperância das empreiteiras que reside o problema.

O fato é que, se hoje temos 22% de nossa matriz energética baseada nas termoelétricas, é simplesmente porque nossas hidrelétricas já não são mais capazes de garantir a energia que esse modelo de desenvolvimento demanda. Portanto, vamos construir todas as hidrelétricas da Amazônia, vamos devastar nossos últimos rios, vamos remover nossas populações, mas vamos ter que construir novas termoelétricas para garantir energia, cada vez mais cara – cortamos o consumo e a conta do mês só aumenta -, cada vez mais escassa.

A crise hídrica tem consequências para o abastecimento humano, a dessedentação dos animais (vide Nordeste e região do Rio de Janeiro), indústria, agricultura, a geração de energia e todos os múltiplos usos da água. Será que nem por amor à galinha dos ovos de ouro somos capazes de rever os rumos predadores de nossa civilização?

Enquanto isso o sol do Nordeste brilha doze horas por dia e os ventos sopram forte na costa e no sertão nordestino.

Roberto Malvezzi (Gogó), Articulista do Portal EcoDebate, possui formação em Filosofia, Teologia e Estudos Sociais. Atua na Equipe CPP/CPT do São Francisco.

Publicado no Portal EcoDebate, 28/01/2015

Para citar este artigo: “A crise é hídrica, não energética, artigo de Roberto Malvezzi (Gogó),” in Portal EcoDebate, 28/01/2015, http://www.ecodebate.com.br/2015/01/28/a-crise-e-hidrica-nao-energetica-artigo-de-roberto-malvezzi-gogo/.

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  • 21/01/2015
  • 16:32
  • Atualização: 16:56

MPs pedem suspensão de licitação para hidrelétrica no rio Uruguai

Justificativa é que construção vai atingir região natural protegida por lei

Salto do Yucumã, maior salto longitudinal do mundo, pode ser parcialmente inundado pela hidrelétrica | Foto: Telmo Rosa Lopes / Especial CP

Salto do Yucumã, maior salto longitudinal do mundo, pode ser parcialmente inundado pela hidrelétrica | Foto: Telmo Rosa Lopes / Especial CP

Samuel Vettori / Rádio Guaíba

Os Ministério Públicos Federal (MPF) e Estadual (MP) ajuizaram ação civil pública com pedido de liminar exigindo a paralisação imediata do processo de licenciamento ambiental da usina hidrelétrica binacional Panambi, no rio Uruguai. Os órgãos sugerem que a inundação com o represamento do rio Uruguai vai atingir o Parque Estadual do Turvo. Por ser Unidade de Conservação de Proteção Integral, o local não pode sofrer qualquer alteração e intervenção humana.

A construção vai atingir uma área de 11 cidades gaúchas e, de acordo com os órgãos, causar danos irreversíveis ao meio ambiente e ao patrimônio arqueológico. Espécies ameaçadas de extinção, como os peixes dourado e surubim, que não poderão se reproduzir nos reservatórios, ficarão comprometidas, alertou a procuradora da República Letícia Carapeto Benrdt.

A construção da usina hidrelétrica compreende áreas de Alecrim, Doutor Maurício Cardoso, Novo Machado, Porto Mauá, Santo Cristo, Tucunduva, Tuparendi, Crissiumal, Derrubadas, Esperança do Sul e Tiradentes do Sul. A obra deve ocorrer na fronteira com a Argentina e, depois de iniciada, durar cinco anos.


 

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Teles Pires é acusada de encher reservatório sem tirar vegetação
Daniele Bragança – 29/01/15

29012015-teles-piresToras boiam no reservatório da usina. Crédito: Olhar Direto

Enormes troncos boiam no reservatório da Usina Hidrelétrica de Teles Pires, construída no rio de mesmo nome entre os municípios de Paranaíta, no Mato Grosso e Jacareacanga, no Pará. Pelo céu, são observadas vegetação ainda verde encoberta pela água do reservatório recém cheio. A usina começou a operação de enchimento do reservatório em dezembro, semanas após o Ibama dar a licença de operação.

A denúncia partiu de um leitor do site Olhar Direto que sobrevoou a área da usina e constatou um número expressivo de toras boiando e árvores submersas. As fotos são da primeira semana de janeiro. A usina finalizou o processo de enchimento do reservatório no dia 10 de janeiro.

Se confirmado, trata-se um crime ambiental grave. Árvores submersas são uma bomba para o clima: o material orgânico decomposto de transforma em dióxido de carbono e em metano, um gás 10 vezes mais poderoso que o CO2. A hidrelétrica de Balbina é um exemplo claro dessa história: lá também não retiraram a vegetação do reservatório. O final da história é conhecido. A hidrelétrica se transformou em uma fábrica mais poluente que uma termoelétrica a carvão, como mostra a reportagem de Vandré Fonseca.

Veja algumas das imagens

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Outro lado

Através da Assessoria de Imprensa, a Companhia Hidrelétrica Teles Pires, responsável pela construção da usina, informou que todos os procedimentos antes do enchimento do reservatório foram feitos com a anuência do Ibama.

Procurado desde a segunda-feira (26), até o fechamento dessa edição o Ibama não havia se pronunciado.

O Ministério Público Federal de Mato Grosso (MPF/MT) abriu inquérito para apurar as supostas irregularidades.

 

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Notícias

25/05/2005 – Desmatamento

Suspensa liminar que impedia licença de operação para Barra Grande

Vladimir Passos de Freitas entende que as questões ambientais são menos importantes que as econômicas Porto Alegre, RS – O Tribunal Regional Federal (TRF) da 4ª Região, em Porto Alegre, suspendeu nesta terça-feira (24/5) a liminar que impedia o Ibama de conceder a Licença de Operação à Usina Hidrelétrica de Barra Grande, no Rio Pelotas, entre SC e RS.

A proibição havia sido determinada neste mês pela 3ª Vara Federal de Florianópolis, a pedido do Núcleo Amigos da Terra Brasil, o que impediu o enchimento do reservatório da usina.

A ação, que continuará a tramitar em Florianópolis, pretendia viabilizar a quantificação do dano ambiental em valores econômicos de forma a viabilizar uma possível ação de cobrança no futuro. A decisão do Presidente do TRF4 inviabiliza o pretendido pelo NAT, pois continuará a derrubada das matas sem que seja feita a perícia deferida pela Justiça. . A EcoAgência noticiou a decisão do Juiz Federal da 3ª Vara de Florianópolis (veja aqui)

A União recorreu ao TRF contestando a medida. O presidente do tribunal, desembargador federal Vladimir Passos de Freitas, suspendeu a liminar.

Ele levou em consideração que a obra já está construída, com enormes gastos públicos (R$ 1,3 bilhão), e que o funcionamento da hidrelétrica é indispensável à economia. Ressaltou ainda que o Ibama e a Energética Barra Grande S.A. (Baesa) – responsável pela construção e pela operação da usina – firmaram um termo de compromisso pelo qual a concessionária se obriga a executar medidas de compensação ao impacto ambiental relativo à retirada de vegetação necessária à formação do reservatório, o que concilia desenvolvimento e proteção ao meio ambiente.

O acordo teve participação do Ministério Público Federal (MPF), dos ministérios do Meio Ambiente e de Minas e Energia e da Advocacia-Geral da União. Freitas observou ainda que a alegação de fraude no Estudo de Impacto Ambiental-Relatório de Impacto Ambiental (EIA-Rima) foi levada tarde demais ao exame do Judiciário, só em 2004, com a obra quase pronta, enquanto a construção havia começado em 2001. Ele destacou que a possível ocorrência do crime de fraude no EIA-Rima não pode deixar de ser investigada, e por isso os dados foram encaminhados ao MPF.

Processualmente, a União Federal socorreu-se da legislação especial que faculta aos presidentes de Tribunais a suspensão de liminares que atentem contra a ordem pública e econômica.

Texto inicial da Imprensa do TRF4 com edição e texto final da Redação da EcoAgência de Notícias

fonte: http://www.ecoagencia.com.br

área de construção da hidroelétirca

área a ser inundada

Ministério Público do Estado do Rio Grande do Sul
Av. Aureliano de Figueiredo Pinto, 80 – Porto Alegre – CEP.: 90050-190 – Tel.: (51) 3295-1100

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Operação Navalha

Engevix também é conhecida da Polícia Federal

Desde 2007 a PF está de olho em Cristiano Kok (Engevix), preso na sexta

Publicado: 18 de novembro de 2014 às 0:18 – Atualizado às 0:51

Por: Redação

ENGEVIX Márcio-Fernandes-Estadao-Conteudo-Cristiano-Kok

Cristiano Kok, presidente da Engevix, foi alvo da Operação Navalha, de 2007. Foto: Márcio Fernandes/Estadão Conteúdo

Preso na 7ª fase da Lava Jato, o presidente da Engevix, Cristiano Kok, está na mira da Polícia Federal desde 2007 quando o lobista Sérgio Sá, contratado da empreiteira, foi preso na operação Navalha. Na época, Kok admitiu que o lobista era um “auxiliar” e disse que seu erro foi escolher o “consultor errado”. Em 2010, a Engevix virou alvo de CPI por negociatas em programa de energia em Goiás.

A empresa mudou de nível se unindo ao magnata argentino Eduardo Eurnekian, que administra 53 no Brasil, América Latina e Europa.

A Engevix é dona de 50% da Inframérica que pagou R$ 4,5 bilhões pelo aeroporto de Brasília, e mais R$ 170 milhões pelo de Natal.

Cristiano Kok comprou a empresa do antigo patrão por US$ 30 milhões em 1997 e a transformou obtendo contratos bilionários no governo. Leia na Coluna Cláudio Humberto.

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Eduíno de Mattos

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