“BRASILEIROS INDIGNADOS” Motivos; Textos Sociologia/Ideologia,…PESQUISA; Prestígio dos Poderes cai, Prestígio das redes Sociais Cresce !

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“A questão é que NÃO temos mais partidos.

Temos um amontoado de legendas e indivíduos vazios, trocando favores, maquiados, agindo se fossem atores de novela, lendo mensagens idênticas, frases feitas escritas por um marqueteiro para suas aparições de celebridade.

Não há atuação, mas fórmulas. O mesmo publicitário vai fazer o roteiro idêntico para todos os partidos e políticos, de modo que o que se vê são personagens e não seres humanos com ideais, com talento pra representar algum segmento social, mas se imaginando com talento pra elenco de um filme sobre mafiosos e super heróis.                                                                                              Já fiz roteiro pra campanha política em uma cidade do interior e já fiz edição de uma campanha em SP. Juro, TUDO é uma falácia, uma ficção. Não há uma só frase que não seja para efeito.

E não estou isentando a nós, povo!
Até porque foi de segmentos do povo que saiu a máxima burra de que ideologia é palavrão. Essa idéia que foi crescendo e virou moda. Qualquer opinião mais firme que você coloque numa roda de bar ou num bate-papo em rede social ou numa aula entre colegas, vai ser vista como ideologia, como se isso fosse feio!

Ora, se você não quer ser representado por um indivíduo ou partido que tenha uma ideologia, que marque sua posição sobre isso e aquilo, que diga no que acredita sem medo de perder votos de algum grupo social, você só pode ganhar de volta isso que aí está. Um monte de marionetes, dizendo a mesma coisa, fazendo as mesmas promessas e acusações quando estão atuando diante das câmeras e, na intimidade dos castelos, brindando juntos com champanhe Cristal, sapato italiano e plástica no nariz.  Dando risada das nossas caras.”

Biah Werther

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                                    OS INDIGNADOS BRASILEIROS!

1. Sociólogo espanhol, Manuel Castells esteve no Fronteiras do Pensamento 2013 para a conferência Redes de indignação e esperança. No preciso momento de sua fala no Teatro Geo (11/06), a Avenida Paulista era espaço de tensão entre a polícia militar e os manifestantes contra o aumento das passagens de ônibus. Questionado pelo público sobre o que estava acontecendo na cidade, Manuel Castells respondeu:

2. Todos estes movimentos, como todos os movimentos sociais na história, são principalmente emocionais, não são pontualmente indicativos. Em São Paulo, não é sobre o transporte. Em algum momento, há um fato que traz à tona uma indignação maior. O fato provoca a indignação e, então, ao sentirem a possibilidade de estarem juntos, ao sentirem que muitos que pensam o mesmo fora do quadro institucional, surge a esperança de fazer algo diferente. O quê? Não se sabe, mas seguramente não é o que está aí.

3. Porque, fundamentalmente, os cidadãos do mundo não se sentem representados pelas instituições democráticas. Não é a velha história da democracia real, não. Eles são contra esta precisa prática democrática em que                a classe política se apropria da representação, não presta contas em nenhum momento e justifica qualquer coisa em função dos interesses que servem ao Estado e à classe política, ou seja, os interesses econômicos, tecnológicos e culturais. Eles não respeitam os cidadãos. É esta a manifestação. É isso que os cidadãos sentem e pensam: que eles não são respeitados.

4. Então, quando há qualquer pretexto que possa unir uma reação coletiva, concentram-se todos os demais. É daí que surge a indicação de todos os motivos – o que cada pessoa sente a respeito da forma com que a sociedade em geral, sobretudo representada pelas instituições políticas, trata os cidadãos. Junto a isso, há algo a mais. Quando falo do espaço público, é o espaço em que se reúne o público, claro. Mas, atualmente, esse espaço é o físico, o urbano, e também o da internet, o ciberespaço. É a conjunção de ambos que cria o espaço autônomo. Porém, o espaço físico é extremamente importante, porque a capacidade do contato pessoal na grande metrópole está sendo negada constantemente. Há uma destituição sistemática do espaço público da cidade, que está sendo convertido em espaço privado.

5. O que muda atualmente é que os cidadãos têm um instrumento próprio de informação, auto-organização e automobilização que não existia. Antes, se estavam descontentes, a única coisa que podiam fazer era ir diretamente para uma manifestação de massa organizada por partidos e sindicatos, que logo negociavam em nome das pessoas. Mas, agora, a capacidade de auto-organização é espontânea. Isso é novo e isso são as redes sociais. E o virtual sempre acaba no espaço público. Essa é a novidade. Sem depender das organizações, a sociedade tem a capacidade de se organizar, debater e intervir no espaço público.

Manuel Castells

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DATAFOLHA: PRESTÍGIO DOS PODERES CAI, PRESTÍGIO DAS REDES SOCIAIS CRESCE!

(Datafolha na Cidade de SP) 1. Há dez anos, 51% dos habitantes da capital paulista achavam que o Executivo (Presidência e ministérios) tinha muito prestígio. Em 2007, o percentual caiu para 31%. Hoje, são apenas 19%. Essa década coincide com a administração do PT no Planalto –com Lula e Dilma. No caso do Congresso, a avaliação tem sido ruim: os que achavam que o Poder Legislativo não tem nenhum prestígio eram 17% em 2003. Agora, a taxa subiu para 42%.

2. Em 2003 havia apenas 22% dos habitantes da cidade de São Paulo que consideravam que essas agremiações não tinham nenhum prestígio. Agora, são 44%. No caso do Judiciário, 38% dos paulistanos achavam que esse Poder tinha prestígio em 2003. A taxa recuou em 2007 para 34%. Ontem o Datafolha registrou só 20%.

3. Na outra ponta da avaliação das instituições pesquisadas aparecem as Redes Sociais, que lideram com “muito prestígio” para 65% dos paulistanos. A imprensa vem a seguir com 61%. Em terceiro lugar está a Igreja Católica (35%). Quem tem mais de influência na sociedade?  Redes sociais (72%) e Imprensa (70%) estão em primeiro lugar. Bem abaixo vêm Igreja Católica (34%) e Igreja Universal (32%).

4. Aumentou muito a parcela dos paulistanos que apoia os protestos contra o reajuste da tarifa de ônibus na cidade. Na quinta passada, 55% eram a favor das manifestações. Agora, são 77%. De maneira espontânea, 67% dos paulistanos disseram que o motivo que levou 65 mil pessoas a protestar anteontem em São Paulo foi o aumento no preço das passagens do transporte. Para 38%, a razão da marcha foi a corrupção. E 35% responderam que o protesto teria sido contra os políticos.

Folha de São Paulo 19 de Junho 2013.

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a responsabilidade pelo conteúdo dos textos são de seus autores.

* Fotos: Eduíno de Mattos – manifestação em frente a prefeitura de Porto Alegre RS Brasil, dia 13 de Junho de 2013.

Eduíno de Mattos

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