CORTE DE ÁRVORES E OBRAS PARA COPA 2014: INTOLERÂNCIA & INTRANSIGÊNCIA DA GESTÃO PÚBLICA MUNICIPAL DE PORTO ALEGRE RS BRASIL LEVA CENTENAS DE PESSOAS DE TODAS AS IDADES E CLASSES SOCIAIS AS RUAS EM MANIFESTOS.

DSC_8382 01 DSC_8388 02 DSC_8385 03

DSC_8403 06 DSC_8392 07 DSC_8411 08DSC_8398 09 DSC_8399 10 DSC_8409 11 DSC_8412 12 DSC_8416 13 DSC_8415 14 DSC_8417 15 DSC_8394 16 DSC_8396 17 DSC_8421 18 DSC_8434 19 DSC_8438 20 DSC_8439 21 DSC_8445 22 DSC_8446 23 DSC_8448 24 DSC_8451 25 DSC_8453 26 DSC_8456 27 DSC_8458 28 DSC_8460 29 DSC_8466 30 DSC_8470 31 DSC_8471 32 DSC_8472 33 DSC_8474 34 DSC_8477 35 DSC_8482 36 DSC_8484 37 DSC_8486 38 DSC_8487 39 DSC_8488 40 DSC_8489 41 DSC_8492 42 DSC_8497 43 DSC_8499 44 DSC_8500 45 DSC_8493 46 DSC_8506 47

* Acompanha este POST dois texto de colaboradoras do movimento, Nazareth Agra Assem e Tania Jamardo Failace. Fotos: Eduíno de Mattos  23 Maio 2013. 

Visite a comunidade no facebook  “Quantas Copas por Uma Copa?”

https://www.facebook.com/groups/364015383705775/

RAZÕES por que somos contra a DUPLICAÇÃO da Avenida Edvaldo Pereira Paiva.

1. O alegado congestionamento de tráfego não existe. Nem mesmo nas sextas-feiras à tardinha o trânsito para. Apenas se torna mais lento. Nessa ocasião, poderia ser feita a inversão de sentido de pistas (sem custo financeiro, ambiental e social)

2. É um absurdo que nosso dinheiro vá para uma obra desnecessária quando poderia ir para escolas, saúde e segurança.

3. A obra prejudicará a cidade ao criar no mínimo seis pistas separando a comunidade da Usina do Gasômetro, tornado as vias mais perigosas com a alta velocidade de automóveis.

4. Atravessar a pé a avenida será ainda mais penoso e difícil principalmente para todos e em especial para crianças, grávidas, idosos e pessoas com deficiência.

5. Em nenhum lugar do mundo se criam free-ways no seu centro histórico. Ao contrário, criam-se praças onde havia trânsito.

6. A Prefeitura poderia investir nosso dinheiro em transporte público que diminuiria o número de carros individuais no Centro Histórico (é o que fazem as cidades que optaram por se humanizarem ).

7. Essa oposição à obra não é só de ambientalistas. Somos moradores e cidadãos de Porto Alegre, que vivemos a cidade e nos informamos sobre cidades mais humanas.

8. As mais de cem árvores que querem cortar são necessárias para todos, pois são adultas, levaram décadas para chegarem a este ponto, fornecem sombra, mantêm flora adaptada, entre muitos outros benefícios.

9. Se a Prefeitura tem capacidade para plantar mais milhares de árvores, por que não as planta independentemente de compensação?

10. No passado, foi a população que impediu que prefeituras anteriores derrubassem o Mercado Público (em nome do “progresso”) e também a implosão da Usina do Gasômetro para ali passar uma avenida. Então não somos do contra, talvez sejamos pessoas com alguma informação a mais do que as pessoas que se deixam iludir pela mídia.

11. Também no passado a população abraçou o Guaíba não contra a avenida Beira-Rio, e sim para impedir os espigões e postos de gasolina projetados para toda a orla.

12. A cidade fica mais feia quando tomada por grandes avenidas.

13. Mais asfalto = menos permeabilidade = mais alagamentos = mais desconforto térmico.

14. Queremos um desenvolvimento de cidade centrado no ser humano e não no lucro e na máquina.

(Por Por Nazareth Agra Hassen – publicada no Blog do IAB)

 

De: Tania Faillace
Data: 22 de maio de 2013 11:05
Assunto: CEZD Nº 70054203187 2013/CÍVEL – Informação adicional sobre o assunto
Para: mp.rs.gov.br
Tenho a comunicar que não ficou disponibilizado ao Ministério Público nem ao egrégio Tribunal do Rio Grande do Sul, as verdadeiras razões da polêmica entre o poder municipal e a população local relativamente ao chamado “corte das árvores”.

Talvez tenha sido justamente esse ápodo que provocou um deslocamento de objeto. As belas árvores cortadas, sadias e bonitas, faziam parte da paisagem dos portoalegrenses e moradores da RM nos concorridíssimos fins de semana do Gasômetro, inclusive eram cenário e convivência de múltiplos eventos culturais (cinema, música, artes plásticas) na praça Julio Mesquita – e seu desaparecimento causou um choque muito natural.

Esse choque não se deveu exatamente ao zelo com a preservação natural, porque a área é um espaço público URBANO, e portanto, não é natural, é um espaço urbanisticamente construído, e constitui parte da PAISAGEM e VIVENCIA DA população.

O desembargador tinha razão ao dizer, em seu Acórdão, que seu corte não representava dano ao ambiente natural, porque a tipuana não é espécie em extinção. Algo óbvio, apenas que o assunto e o motivo dos protestos nesse caso, não se referiam à preservação do ambiente natural de Porto Alegre, de seus biomas típicos, matas, pampa, córregos, patacões – e sim à preservação de uma área pública de recreação e lazer popular e cultural, do qual a presença de frondosas árvores era parte essencial ao conforto e qualidade de vida dos usuários do parque .

Quem participa dos processos do controle social do planejamento de Porto Alegre, quem participou do Foro de Entidades, quem ajudou a redigir o PDDUA atual, sabe que:

1. O PDDUA estabeleceu uma continuidade de parques na Ponta do Gasômetro (ainda a merecer projeto executivo e regulamentação), englobando praça Brigadeiro Sampaio, praça Julio Mesquita e parque do Gasômetro propriamente dito, formando uma continuidade.

Para garantir a segurança das milhares de pessoas que fazem uso daquele espaço público, com destaque para crianças e idosos – famílias inteiras passam o sábado, domingos e feriados nos locais, provindas de todos os bairros e municípios da RM – concebeu-se uma passagem subterrâqnea, uma espécie de túnel-trincheira, como aqueles que são cogitados para outros locais de Porto Alegre, só que bem mais longo e curvo, acompanhando o traçado viário.

Esse túnel que seria impensável há 100 anos atrás por causa do nível do rio Guaíba – hoje, com o exemplo extraordinário do Túnel sob o Canal da Mancha, não oferece maiores dificuldades técnicas de ser construído e mantido com segurança para seus usuários. A engenharia brasileira tem perfeitas condições de projetar e realizar obras como essa.

Acima, não haveria rua, mas uma continuidade ajardinada das três praças com trânsito livre e seguro para os pedestres, cadeirantes, carrinhos de bebês e  brincadeiras infantis.

2. A prefeitura de Porto Alegre, ainda na gestão anterior, queria alterar profundamente o Centro Histórico de Porto Alegre, com portais, túneis, obras incompatíveis com um centro histórico, prejudicando a segurança e o visual dos monumentos tombados que caracterizam a cidade. Entre esses projetos contrários à tradição e à vontade dos ciddãos portoalegrenses, estava a proposta de realização de corridas de Fórmula Indy nesse mesmo Centro, sob o viaduto Otávio Rocha, que já tem problemas de estabilidade, junto com o maciço de granito no qual ele e os edifícios lindeiros se apóiam.

Com o protesto geral, do Forum Regional de Planejamento Urbano 1, ambientalistas e preservadores do patrimônio histórico e cultural da cidade,  o projeto não foi mais abordado.

Sabemos, no entanto, que a pista da Edvaldo Pereira Paiva está sendo construída com critérios de pista de corridas, e segundo modelos esportivos estrangeiros, havendo também rumores de que já estariam sendo fechados contratos com os promotores daquela modalidade, sem qualquer comunicação à cidadania, como é de praxe nos projetos guardados ciosamente pela SECOPA.

A política seguida pela municipalidade, aliás, optou pelo fato consumado. Lança-se uma cortina de fumaça sobre seus verdadeiros intentos, faz-se a obra, e só depois se sabe o que aconteceu.

O corte das árvores nesse ponto, pois, visa desimpedir a pista dos carros de corrida e abrir espaço para arquibancadas.

3. A cidade de Porto Alegre tem legislação proibindo expressamente as corridas de rua, que, no mundo inteiro, e mais especialmente nos Estados Unidos, – que se especializou nas mesmas (a Indy não é admitida na Europa), – são palco de tragédias sangrentas, não apenas entre os pilotos, mas principalmente entre o público e transeuntes da área (*). Além disso, é atividade que impede o comércio, o trânsito das pessoas em seu próprio entorno de moradia, polui o ar de maneira espantosa no decorrer das horas, impede a passagem dos veículos dos moradores, e inclusive de carros de socorro para os mesmos, em caso de necessidade (ambulâncias, polícia, bombeiros).

Sabemos também da facilidade com que se alteram as leis em Porto Alegre, sem quaisquer critérios tecnicos em urbanismo e paisagismo, mas apenas segundo demanda dos poderosos. Então, nos preparamos para estar vigilantes e defender nosso espaço de vida e convivência.

Enquanto continuar a circular na mídia a versão de desafogar o trânsito no local (que, aliás, não é dos piores) com obras caras, ao invés de usar a muito mais barata e prática opção da Engenharia de Trânsito Responsável, e a fiscalização – a destruição das árvores e da praça Julio Mesquita passarão como um novo sacrifício inevitável ao Rei Automóvel, ocultando-se o atentado que se prepara contra a segurança e a qualidade de vida dos moradores do Centro Histórico e seus próprios monumentos tombados.

A prefeitura não respeita a Lei da Transparência, portanto, é muito difícil aos cidadãos de Porto Alegre, mesmo aqueles que representam o poder social, ter acesso aos projetos secretos da SECOPA e outros, de caráter

estratégico.

A própria constituição dos conselhos municipais é uma garantia do fechamento das decisões municipais, uma vez que, com raras exceções reunem esporadicamente, sem quorum, e sem representatividade cidadã.

Tenho certeza de que se essas informações tivessem chegado a tempo ao conhecimento do MP e do próprio Tribunal, a decisão do processo acima seria muito diferente.

Seria interessante saber se ainda há tempo e possibilidade de reverter a “licença para matar” tipo seriado do 007, que vem sendo dada não só à SMAM, mas à própria EPTC, que, segundo descobrimos esta semana, dá ordens diretas ao departamento de Parques e Jardins, sem parecer técnico de biólogos, agronômos, ou paisagistas. O que também parece uma irregularidade administrativa extremamente grave, dentro da autonomia, respeito e harmonia que deve haver entre os órgãos administrativos.

Tania Jamardo Faillace

jornalista e escritora – ativista social

RG 2044596977

(*) capotagens a 300kmh costumam lançar os carros a grande distância, provocando esmagamento de pessoas, destruição de propriedade e eventuais incêndios.

* a responsabilidade pelo conteúdo dos textos é de seus autores.

Eduíno de Mattos

Anúncios

One response to this post.

  1. Posted by Vitor Leonam Cruz Braz on 24 de maio de 2013 at 8:23 pm

    Tuas fotos sempre são impressionantes e maravilhosas!

    Responder

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: