O PATRIMÔNIO HISTÓRICO E A AUSÊNCIA DE CULTURA DE PRESERVAÇÃO EM PORTO ALEGRE RS.

“O PATRIMÔNIO HISTÓRICO REVELA A CULTURA E A IDENTIDADE DE UM POVO, DE UMA CIVILIZAÇÃO,…” o passado no presente para planejar o futuro.

 

“AO BELCHIOR”                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                Casa de Penhor & Bazar de Variedades.

Rua dos Andradas, Nº 891 e 895.

 

A CASA DOS AZULEJOS – era assim que todos chamavam esta modesta mas importante casa em um ponto chique e muito movimentado da “RUA DA PRAIA” próximo a praça da Alfândega, (e próximo do Hotel, casa Mario Quintana)  A IMPORTÂNCIA DESTE PRÉDIO DEVE-SE A UMA LOJA DE VARIEDADES QUE FUNCIONOU POR VÁRIAS DÉCADAS NESTE LOCAL E  MARCOU UMA ÉPOCA, Pois Era um estabelecimento único com ESTAS CARATERÍSTICAS na cidade, um comércio de variedades com uma particularidade, CASA DE PENHOR, onde as pessoas que necessitassem de de um capital (dinheiro) rápido para sanar uma emergência, um negócio, ETC. levavam qualquer objeto pessoal, elétrico, instrumentos musicais, jóias, canivetes ou facas especiais, artigos de esporte, rádios,…negociava o valôr do penhor com o dono da loja e já saia com o dinheiro no bolso, MAS EXISTIA UMA CLAUSULA neste “contrato de fio de bigode”, a pessoa que  penhorava um objeto assinava um tipo de recibo com UM PRAZO DE VALIDADE, a não retirada neste prazo estipulado o proprietário perdia a propriedade deste objeto, onde o proprietário da loja já detentor de propriedade COLOCAVA O OBJETO A VENDA NA LOJA, eu nesta época era Muito Jovem (1967,…) trabalhava no centro da cidade, Mercado Público e lojas Bier Ulmann, (Confecções Masculinas), sempre que me sobrava um tempo lá estava eu dentro da Loja de variedades bisbilhotando tudo, A QUANTIDADE E VARIEDADE DE OBJETOS DENTRO DA LOJA ERA ESPANTOSA,INCRÍVEL, era um legítimo “BAZAAR” então eu ficava um tempão olhando aqueles objetos,…”a loja tinha um cheiro de baú velho” pois era muito pouco arejada e existia um acúmulo de mercadorias, o proprietário já me conhecia e sempre vinha falar comigo, uma certa vez ele me disse, olha rapaz um dia você vai trabalhar comigo aqui na loja, …eu adorei ouvir aquilo, desta feita quando passava na loja já perguntava para o dono quando eu poderia começar,…ele me dizia logo, logo,…

logo depois seu proprietário teve problemas de saúde e teve que fechar a loja, isto foi lá pela década de 70.

após isto outras lojas abriram neste local, com outras finalidades, até que o prédio foi fechado e com o passar dos tempos começou a ruír partes de seu telhado, portas, janelas,…onde Hoje só resta a fachada se mantendo em pé com suas caraterísticas, seus detalhes, e sua tipologia da época passada, em uma Cidade que Não tem Interesse nem cultura de Preservação, corroborando com esta prática ainda temos a Especulação Imobiliária Praticando “um desserviço” com seus interesses contrário a preservação, visando somente o lucro com as novas construções e o “chamado desenvolvimento moderno”.

(em Anexo; fotos da fachada do que restou do prédio)

Eduino de Mattos

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One response to this post.

  1. Posted by Cláudia on 27 de julho de 2012 at 8:37 pm

    Belas fotos, seu Eduíno. Parabéns pela abordagem.

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