DEPUTADOS – Foro Prevílegiado no Congresso Nacional, “UM ESCUDO PARA MALFEITORES”.

Foro é “escudo para malfeitor”, diz cientista político

Professor da UFPE avalia que, em vez de repelir, julgamento no STF atrai para a disputa eleitoral pessoas que respondem a processos criminais

POR EDSON SARDINHA E SYLVIO COSTA | 19/07/2012

Coautor de estudos que mostram que os políticos envolvidos em denúncias ainda conseguem índices estimulantes de reeleição, Marcus André Melo considera que o foro privilegiado virou um “escudo” para proteger “malfeitores”. Em vez de repelir, atrai para a disputa eleitoral gente que enfrenta processos criminais. Afinal, além de garantir poder político e econômico, o mandato reduz as possibilidades de julgamentos mais céleres.

Prestes a concluir um estudo que mostra que os deputados federais envolvidos em casos de corrupção na legislatura passada tiveram um decréscimo de apenas 11% no índice de  reeleição, Marcus André diz que é necessário atacar o problema em duas frentes.

De um lado, aperfeiçoar os mecanismos de controle, tornando as instituições mais transparentes, e aumentar os custos da corrupção, com punições exemplares aos políticos. De outro, garantir o acesso do eleitor à informação, de modo a restabelecer a crença nas instituições políticas e a demonstrar que há políticos que “fazem, mas não roubam”.

Desinformação

“O índice de reeleição de políticos sob suspeita é elevado porque o grau de desinformação das pessoas é muito grande”, ressalta. “Para a maioria, a informação política se restringe ao rádio e à TV. Mas muitos políticos são donos de emissoras e controlam as notícias que chegam”, analisa.

Apenas seis deputados foram condenados pelo Supremo desde que a atual Constituição entrou em vigor. Dois escaparam da punição porque seus casos já estavam prescritos na data do julgamento. Outros três, condenados à prisão, ainda contestam a decisão da Justiça. Dois deles, inclusive, seguem no exercício do mandato, Asdrubal Bentes (PMDB-PA) e Natan Donadon (PMDB-RO). Há casos que se arrastam no STF por décadas, como a acusação a que o senador Fernando Collor (PTB-AL) responde, por contratação irregular de agências de publicidade ao tempo em que presidiu o país.

SITE:Congresso em Foco 19 de Julho 2012.

* a responsabilidade pelo conteúdo desta matéria é de seus autores.

Eduíno de Mattos

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: